ATERRA

Quem somos?

ATERRA é um coletivo de indivíduos e grupos em Portugal que defende a redução do tráfego aéreo e uma forma de mobilidade que respeite os limites do planeta. Partilhamos a visão da rede Stay Grounded. Convidamos todos os grupos que se revejam na declaração a juntar-se a nós!

A campanha ATERRA é apoiada por:

 

GAIA

O GAIA é uma organização não-governamental do ambiente com uma forte componente activista, combinando a co-aprendizagem D-I-Y com acções directas, criativas e não-violentas, promovendo o trabalho a partir das bases. Aborda a problemática ecológica através de uma crítica ao modelo social e económico que explora e prejudica o planeta, a sociedade e as gerações futuras – e procura construir alternativas positivas para um mundo ecologicamente sustentável e socialmente justo.

A realidade das alterações climáticas motiva-nos a terminar com a dependência do petróleo, reduzir a aviação e (re)descobrir uma mobilidade mais rica e ecológica. O actual mega-projecto de expansão de aeroportos, em Lisboa e no Porto, traz consigo a destruição dos ecossistemas, a degradação da nossa saúde, o aumento da turistificação e gentrificação das duas cidades – tudo para lucro dos poucos do costume. É um excelente exemplo do que devemos recusar – tal como fizeram as companheiras da ZAD, em Nantes, França – para trilharmos caminho pelo decrescimento da economia, por uma vida mais feliz e saudável para todas.  Por isso o GAIA apoia a campanha ATERRA e subscreve a declaração da Stay Grounded!

Climáximo

O Climáximo é um grupo de ativistas movidos pela urgência do combate às alterações climáticas e os seus graves efeitos, activo desde 2015. Sabemos que elas estão ligadas aos direitos humanos e à distribuição de riqueza e poder no mundo. Por isso lutamos por ideias novas e sustentáveis de bem-estar, por justiça social e climática, e resistimos a falsas soluções de “capitalismo verde”.

Neste contexto, não faz qualquer sentido a actual febre de expansão de portos e aeroportos que se verifica em Portugal, ainda por cima quando o Governo actual afirma ter planos para ser “neutro em carbono” e o Parlamento declarou o estado de emergência climática em junho passado. Sabemos que o sector do transporte internacional é aquele cujas emissões mais têm aumentado nos últimos anos e que esta trajectória vai no sentido oposto à descarbonização profunda e urgente que é preciso efectuar. Defendemos produção local, transportes públicos massivos e empregos para o clima. E dizemos “não” à construção de novos aeroportos, ainda por cima quando, como é o caso no Montijo, estes implicam a destruição de importantes ecossistemas e vão afectar de forma desproporcional as populações mais pobres e vulneráveis. Por tudo isto, o Climáximo apoia a campanha ATERRA.

Rede para o Decrescimento

A Rede para o Decrescimento junta-se a esta frente com dimensão internacional de resistência ao incremento da circulação aérea e à prossecução de uma política em tudo contrária à mais urgente necessidade da Humanidade: parar as emissões de CO2 que estão a destruir o nosso ecossistema, visando particularmente aquelas que ficaram de fora do Acordo de Paris, como as provenientes do tráfego aéreo e marítimo – uma exclusão imoral e desastrosa para todos. Os interesses imediatos das multinacionais do sector e as vantagens imediatistas de um tipo de economia sem futuro são os únicos ganhadores anunciados neste processo.  O crescimento da circulação aérea que representa um atentado contra o futuro de todos nós neste planeta, pelo que a Rede se opõe a qualquer projeto de aumento da capacidade aeroportuária no território português.

Apenas a renúncia a um modelo de sociedade que assenta no crescimento económico infinito e na exploração insustentável dos recursos naturais pode indiciar uma solução para os problemas sociais e ambientais com que nos confrontamos.

CIDAC

O CIDAC é uma Associação, sem fins lucrativos, reconhecida como Instituição de Utilidade Pública desde 1989 e como Organização Não Governamental de Desenvolvimento desde 1994. Criado em maio de 1974, nasceu da luta pela liberdade e pela justiça no tempo da ditadura do Estado Novo. Ao longo dos seus mais de 40 anos de vida, assenta a sua intervenção num compromisso assumido com a solidariedade, a justiça nas relações internacionais, o reconhecimento e a valorização das identidades e dos recursos locais, o papel da sociedade civil na procura e construção de soluções alternativas, a independência e autonomia face aos poderes instituídos e a intervenção em parceria. Atualmente centra a sua ação nas temáticas Educação para o Desenvolvimento e Comércio e Desenvolvimento.  associado fundador e presidente da Mesa da Assembleia Geral da Plataforma Portuguesa das ONGD, membro da rede Espaço para um Comércio Justo, do Fórum Cidadania & Território, da Rede de Educação para a Cidadania Global, e do Global Education Network Europe (GENE). O CIDAC foi agraciado com a Ordem da Liberdade (Portugal) e com a Ordem do Dragoeiro (Cabo Verde).

Habita

A associação Habita é um colectivo que luta pelo Direito à Habitação e pelo Direito à Cidade desde 2005. A habitação é essencial à vida. Lutamos enquanto uma habitação adequada não for uma realidade para todos/as, contra a habitação encarada como um negócio que expulsa das suas casas e dos seus lugares de vivência quem não pode pagar os preços inflacionados e especulativos que ao longo de décadas favoreceram o sector imobiliário e financeiro. Reivindicamos uma habitação compatível com os rendimentos dos habitantes, adequada e integrada na cidade, com acesso aos transportes, à cultura, aos equipamentos e serviços.

Defendemos que todas as pessoas têm Direito à Cidade, no sentido em que são elas, nas suas vivências, que a constroem e, por isso, a sua voz tem de ser ouvida. Têm de ter o direito de, colectivamente, decidir o seu destino, construir e usufruir dos espaços e equipamentos públicos e de todas as componentes sociais e culturais inerentes à si.

Greve Climática Estudantil

Somos um grupo de jovens estudantes que se uniram para organizar em Portugal uma greve climática estudantil, para chamar à atenção para a crise climática e exigir que a sua resolução seja feita prioridade. Par exigir aos governos que tratem tratem esta crise sem precedentes como tal, em vez de brincarem com algo tão sério: a nossa sobrevivência sustentável no planeta.

Morar em Lisboa

Somos uma Plataforma Cidadã constituída por dezenas de organizações e apoiada por dezenas de investigadores, profissionais e Professores e por mais de 4 800 pessoas. Nela se incluem pessoas com diversas filiações partidárias e pessoas sem opção partidária. Defendemos uma cidade viva, participada, de todos e todas. Defendemos que no centro das opções políticas, culturais e sociais devem estar as pessoas. Somos contra qualquer forma de violência, terrorismo, ameaça, mau trato, incluindo verbal. Somos contra qualquer forma de xenofobia, racismo, ditadura. Somos pela convivência, pela diversidade de opiniões, pelo respeito mútuo. Somos pela Democracia.
As nossas posições não têm qualquer carácter partidário, têm a ver com a construção de uma Lisboa habitável, acessível, plural, com lugar para todos e todas.

Assembleia Feminista de Lisboa

A Assembleia Feminista de Lisboa (AFL) é uma coletiva ativista de mulheres, não-mista, secular e apartidária. Reivindicamos a libertação da opressão machista; a plena igualdade de direitos; a erradicação da violência sistémica, física e psicológica, contra as mulheres; a abolição da atribuição de papéis sociais de género segundo o sexo; e a erradicação dos preconceitos e da discriminação com base na etnia, nacionalidade, classe social, orientação sexual ou capacitismo. Vemos no ativismo de rua uma forma de resistência e luta social coletiva que tem por objetivo denunciar as estruturas, políticas, discursos e relações sociais que constrangem e/ou impedem a total autodeterminação das mulheres.

Apoiamos a campanha ATERRA, pois posicionamo-nos dentro da luta pela justiça climática e reconhecemos a crise climática que estamos a viver a nível global, com particular enfoque nos países do Sul, e que são as mulheres as primeiras vítimas da exploração do modelo económico-social baseado no extrativismo. Mais aeroportos, significa mais tráfego aéreo, mais poluição, e consequentemente mais injustiça climática. Por outro lado, mais um aeroporto implica também mais turismo em Lisboa/ Portugal, o que só virá aumentar a gentrificação e os despejos na cidade de Lisboa e uma vez mais são as mulheres, muitas delas mães solteiras e/ou cuidadoras de pessoas doentes, as primeiras a sofrerem estes despejos e todos os fenómenos da exclusão social.

Por Um Mundo Ideal

Movimento Solidário, Ético & Sustentável de apoio a projectos, pessoas e iniciativas saudáveis, solidárias, ecológicas e dinâmicas que procurem trazer novas ideias, práticas e formas de estar & ser positivas e construtivas. Tudo Por um Mundo Ideal, mais humano e mais responsável na criação de oportunidades e soluções que respeitem a Natureza, o nosso Planeta e os Seres que nele habitam.

Casa da Horta

A associação cultural Casa da Horta é um espaço de encontro e de partilha de experiências, conhecimentos e atividades na cidade do Porto. Pretendemos contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e pôr em prática alternativas à sociedade de consumo e a um modelo ideológico explorador de todas as formas de vida. Dinamizamos oficinas, debates e formação. Promovemos estilos de vida mais sustentáveis e éticos, a crítica social e a defesa do património local. O turismo de massas é antagónico de um equilíbrio e respeito pelas comunidades locais, particularmente se consideramos os seus tremendos impactos negativos no mercado imobilário e no aumento da carga ecológica aos mais diversos níveis.

O transporte aéreo é sem dúvida dos que possui um impacto ecológico mais nefasto e a sua banalização é uma importante parte do gravíssimo problema da emissão de gases causadores do aquecimento global. A Casa da Horta considera de enorme pertinência e até urgência o desenvolvimento de uma Campanha que contribua para o cancelamento dos tremendos apoios, nomeadamente económicos, que colocam o transporte aéreo numa posição de vantagem concorrencial face a modos de transporte francamente mais ecológicos, com particular destaque para o ferroviário.

Climate Save Movement

O Climate Save Movement está a construir um movimento popular para resolver a crise climática, encerrando a agricultura animal, reflorestando a Terra e eliminando gradualmente os combustíveis fósseis. Com isto, quer criar condições para todas as pessoas terem um estilo de vida menos desigual e com menor impacto ambiental e social.
Acreditamos na luta que a campanha ATERRA, junto com a rede Stay Grounded, está a fazer contra o aumento das novas construções ligadas ao turismo, como os aeroportos. Desenvolvimento económico nunca foi sinónimo de desenvolvimento social.

Gestual

O Gestual – Grupo de Estudos Socio-Territoriais, Urbanos e de Ação Local –, constituído em 2007, agrega investigadores, professores, estudantes e técnicos comprometidos com: (i) um urbanismo de proximidade e alternativo voltado para a coesão socio-territorial, o reforço das identidades e solidariedades locais e a (re)qualificação da cidade existente; (ii) um urbanismo articulado com as práticas comunitárias e com os movimentos dos cidadãos na defesa dos seus direitos à habitação, ao lugar e à cidade; e (iii) um urbanismo emancipador, construtor de uma cidade mais inclusiva e indutor de uma sociedade mais democrática e igualitária. Neste sentido, estamos sintonizados na luta contra o impacto da aviação e da lógica que a subjaz, mas também com o fomento de transportes alternativos, menos poluentes e respeitadores das populações que os usam.

Horta FCUL

O coletivo HortaFCUL declara apoio à campanha ATERRA!

A Horta da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa rege-se segundo as três éticas da permacultura: Cuidar da Terra, Cuidar das Pessoas e Partilhar os Excedentes. Dada a “emergência” global a HortaFCUL apoia movimentos activistas que vão de acordo com a sua visão (Partilhar excedentes). Apoiar a ATERRA e defender a redução do tráfego aéreo, mais concretamente a não construção de um aeroporto no ceio de uma reserva natural, faz todo o sentido, pois a aviação está associada a grandes emissões de gases com efeito de estufa, não só pelos aviões mas também por todos os meios de transporte associados, o que trás um aumento das alterações climáticas (Cuidar da Terra); a emissão de gases com efeito de estufa dá origem a problemas de saúde pública e além disso existe também a problemática do ruído associado aos aviões (Cuidar das Pessoas); o facto de o aeroporto ser construído numa reserva natural, vai por em causa o habitat das aves migratórias (Cuidar da Terra).

A HortaFCUL defende que para uma transição sustentável é necessário evitar este tipo de consequências e aproveita para encorajar outros colectivos a apoiar esta campanha

Slow Motion Tours

A Slow Motion Tours desenvolve programas e tours alternativos na cidade do Porto, focadas em aspectos sociais, ecológicos e culturais, em vez do entretenimento de turistas de passagem.

A “banalização” do transporte aéreo encerra em si mesmo tremendos impactos ecológicos e sociais. Cada viagem aérea efectuada implica um tremendo impacto ao nível das emissões de gases poluentes, em larga medida responsáveis pela crise climática em que nos encontramos. Por outro lado, a banalização da circulação em massa de pessoas aumenta a carga humana junto das comunidades locais, contribuindo para sobrecarregar as muitas vezes já de si limitadas infra-estruturas básicas dos aglomerados urbanos ou rurais locais, nomeadamente ao nível de sistemas de recolha e tratamento de resíduos. Contribui para além disso para uma profunda descaracterização dos centros urbanos ao criar uma espécie de indústria monocultural de turismo de massas. A banalização do transporte aéreo é um fenómeno com consequências profundamente negativas e contribui para o exacerbar de modelos de “consumo turístico” inconscientes e insustentáveis, pelo que deveria haver um fim imediato a todas as políticas e subsídios que tornam esse modelo de transporte ambientalmente desastroso mais competitivo face a outros modelos de transporte.

Left Hand Rotation

Left Hand Rotation é um colectivo artístico no activo desde 2005 que desenvolve projetos que articulam intervenção, apropriacionismo, registo e edição de vídeo. Em cada uma das suas ações existe uma forte consciência da importância do registo audiovisual, tanto pelo valor das imagens em bruto como pelo potencial de cada clip de vídeo poder converter-se em unidades de linguagem cuja combinação e manipulação possibilita a transmissão de mensagens complexas a partir de detalhes do quotidiano. A câmara só pode registar o contexto específico em que está situada. E é através da recolha no local que o coletivo reflete sobre um sistema global complexo.

Eles também não querem um aeroporto no Montijo