Voos de curta distância, um hábito da treta – Sílvia Carreira

 

#000000;">A Euronews noticiou em 02/08/2022 que a #000000;">British Airways suspendeu temporariamente as vendas de bilhetes #000000;">para voos de curta distância a partir do aeroporto de Heathrow, por não ter funcionários suficientes para dar resposta ao aumento de trânsito aeroportuário.

#000000;">O crescimento do setor da aviação civil #000000;">é real. E dessa forma crescem as emissões de Gases Com Efeitos de Estufa (GEE), cresce o ruído, cresce o consumo de combustível #000000;">fóssil, crescem os lucros das empresas associadas à aviação.

Impacto dos diferentes meios de transporte disponível aqui

#000000;">A este crescimento n#000000;">ão é estranho o modelo cultural e económico ocasionador de um estilo de vida que incentiva o excesso de mobilidade tanto privado como profissional e que também está associado a um turismo que serve para fazer pequenas escapadas de curta distância ao trabalho e à vida stressante.

#000000;"> O Livro Branco da UE sobre os Transportes afirmava em 2001: “#000000;">Já não podemos pensar em manter ligações aéreas para destinos onde exista uma alternativa ferroviária de alta velocidade competitiva#000000;">” A verdade é que a Europa poderia substituir quase aproximadamente 250 voos de curta distância e desta forma economizar cerca de 23,4 milhões de toneladas de CO2 por ano. Nesta linha de atuação segundo o artigo publicado em 25 de março,#000000;"> o “#000000;">O Governo francês decidiu interromper, em abril deste ano, voos curtos para destinos que podem ser alcançados numa viagem de comboio de 2,4 horas, incluindo viagens de Paris para destinos conhecidos como Bordeaux e Lyon#000000;">.” pretendendo desta forma tomar a dianteira do fim aos voos de curta distância.

#000000;"> Portugal ainda não encarou este desafio para a diminuição de emissores de GEE em voos de treta que facilmente podem ser substituídos por ligações ferroviárias, apesar de em #000000;">23 abril de 2021 ter sido noticiado #000000;">podem que o ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos disse durante a sessão de lançamento do Plano Ferroviário Nacional (PFN)” (…) esperar que “as viagens de avião com menos de 600 quilómetros desapareçam da Europa”. Tal mudança implicaria que os aviões “deixem de fazer” a ligação Lisboa-Porto, o que seria um “sinal de desenvolvimento”, assumiu o governante.” Nada mais foi avançado.

#000000;"> Concretizar as declarações do ministro significaria que, só contabilizando os voos internos entre#000000;"> Porto, Lisboa e Faro, seriam eliminados aproximadamente 31 voos diários, aos quais poderiam ser acrescidas as ligações Lisboa – Madrid, pois estas capitais #000000;">estão apenas separadas por 630 quilómetros de distância. A iniciativa teria sido um grande passo na redução de emissões, pondo fim a voos da treta que só existem devido à atualmente#000000;"> ineficaz rede ferroviária, bem como favoreceria uma conduta#000000;"> justa, porque não daria apenas #000000;">aos ricos mais oportunidade de voar. Seria também um #000000;">contributo#000000;"> para reformular hábitos de trabalho prejudiciais à saúde, promovendo alternativas como a videoconferência. Mas as coisas permanecem#000000;"> na mesma. Sobre esta proposta nunca mais se falou.

#000000;">Os voos de curta distância têm uma fraca rentabilidade económica devido às suas baixas taxas de ocupação e porque são menos eficientes do que os de longo curso, devido a uma grande parte do combustível das aeronaves ser queimado durante a descolagem.

#000000;"> Não vivamos nas nuvens. Deixar de lado os voos de curta distância, assumindo declarações e o desenvolvimento da rede ferroviária, deixaria claro que existe por parte dos países ricos uma determinação em colocar limites à aviação para combater as alterações climáticas.

 

 

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